O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius Fernandes Neves, participou, nesta quinta-feira (10), em João Pessoa, da abertura do 15º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Pelo segundo ano consecutivo, a Cagepa patrocinou o maior festival de cinema da Paraíba, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
O presidente Marcus Vinícius ressaltou a importância do Fest Aruanda permanecer firme mesmo com a pandemia e garantiu a parceria entre a companhia e o festival para os próximos anos. “As pessoas têm sede de água, mas de arte também. E foi pensando nisso que a Cagepa concebeu esse apoio, em 2019. Em um ano tão difícil como 2020, é importante demais que o Fest Aruanda esteja sendo realizado, mesmo com as adaptações necessárias, porque esse fomento à cultura não pode parar. Fico feliz porque a Cagepa passa por um bom momento financeiro nos últimos anos e isso tem possibilitado que nós utilizemos a Lei Rouanet para essa parceria tão nobre, que já vem sendo realizada há dois anos e, certamente, permanecerá nas próximas edições”, disse.
Esse é o segundo ano em que a Cagepa apoia o festival, com um aporte de R$ 100 mil. A partir de então, a companhia desencadeou um processo de apoio e fomento à projetos culturais do Estado. Ao todo, em 2020, a Cagepa está investindo aproximadamente R$ 700 mil em eventos de arte e cultura, como no Edital de Festivais de Audiovisual da Paraíba, onde a Cagepa firmou o compromisso de patrocinar 16 festivais de cinema na Paraíba. A iniciativa tem o objetivo de estimular e interiorizar a sétima arte em festivais pelo Estado, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
A solenidade de abertura foi realizada na sala 9 – Macro XE, no Cinépolis, no Manaíra Shopping, em João Pessoa, com capacidade controlada, por conta da pandemia. Com a pandemia, o festival terá formato híbrido, com sessões presenciais e on-line, via Plataforma Aruanda Play. Este ano, serão exibidos 13 longas e 12 curtas nas Mostras Competitivas, além de retrospectivas e especiais com quatro sessões diárias. Também haverá a oficina e laboratório audiovisuais de requalificação profissional e seminários temáticos.
Este ano, o evento terá uma dupla celebração: o aniversário de 15 anos de sua criação (2005) e os 60 anos de realização do filme ‘Aruanda’ (1960), que dá nome ao festival, e que foi exibido na noite de abertura. Aruanda é um documentário em curta-metragem de Linduarte Noronha, e foi gravado na Paraíba. É considerado a obra-prima do cineasta radicado na Paraíba e um dos precursores do movimento Cinema Novo do Brasil. Outro destaque da abertura é o longa ‘Os Quatro Paralamas’, de Roberto Berliner, que relembra a trajetória da banda Os Paralamas do Sucesso ao longo das décadas.
Os jurados – Este ano, o evento conta com a participação de três júris oficiais, divididos em três categorias – Mostra Competitiva Nacional de Longas e Curtas-metragens, Longas e curtas-metragens da mostra “Sob O Céu Nordestino”, e o júri Abraccine (Associação de Brasileira de Críticos de Cinema), que realiza duas premiações para longa e curta-metragem.
O time de jurados que estarão avaliando os longas e curtas-metragens produzidos em âmbito nacional tem como presidente a premiada cineasta Helena Solberg, diretora do filme “A Entrevista”, considerado o primeiro filme feminista brasileiro. A cineasta e mestranda em Psicanálise, Susanna Lira, homenageada em festivais de cinema independente na América Latina, e Caco Ciocler, ator e cineasta que participou de diversos filmes e novelas globais, também fazem parte do júri. Entre as categorias que serão julgadas, estão melhor roteiro, melhor direção de fotografia, melhor ator e atriz, figurino, trilha sonora, entre outras.
No júri longas e curtas-metragens da mostra “Sob O Céu Nordestino”, faz parte o ator de cinema, teatro e televisão Flávio Bauraqui, que já deu vida a nomes reconhecidos nacionalmente como Pelé, Jair Rodrigues, Ismael Silva e Cartola – e será presidente do júri. A atriz de teatro, roteirista, diretora e produtora de audiovisual Danny Barbosa, formada em Letras pela UFPB e única mulher transexual a lecionar na rede municipal de João Pessoa, e Caio Sóh, cineasta, fundador do movimento de cinema bruto, compositor e dramaturgo premiado, também fazem parte do time. Entre as categorias da mostra, estão melhor ator ou personagem, melhor atriz ou personagem, melhor montagem, fotografia, direção, som, entre outras.
No júri Abraccine, em que serão julgados o melhor longa e o melhor curta do festival, está Marcelo Milicci, professor e crítico de cinema há vinte anos, e fundador do site “Boca do Inferno”, uma das principais referências do gênero fantástico no Brasil. Bertrand Lira, documentarista, professor e autor, leciona no Departamento de Comunicação em Mídias Digitais da UFPB, e Suzana Uchôa Itiberê, jornalista, crítica de cinema, iniciou sua carreira no jornal O Estado de S. Paulo e é fundadora do portal OQVER Cinema & Streaming também estarão avaliando o melhor longa e o melhor curta, sem separação de categorias.