A recuperação de redes pelo método não destrutivo executado pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) é destaque em evento nacional que debate inovações no combate às perdas. O caso de sucesso será apresentado nesta terça-feira (8) para companhias de saneamento de todo o País no seminário “As Tecnologias Inovativas Sustentáveis no Combate às Perdas”, realizado em Brasília.
O método utilizado pela Cagepa é chamado de CIPP (da sigla em inglês “Cured In Place Pipe” que significa Tubo Curado In Loco), uma tecnologia alemã que permite estruturar, em cerca de 24 horas, uma nova tubulação com garantia de 80 anos e sem causar transtornos para a população. Ela consiste em moldar uma nova tubulação dentro da já existente.
O material é flexível, composto de resina reforçada com fibra de vidro, e, depois de injetado na rede com a ajuda de um robô, passa por um processo de cura com raio UV. “O CIPP promove resistência mecânica e garantia de 80 anos, reduzindo a zero o risco de crateras e abatimento de solo”, afirmou o gerente regional da Cagepa no Litoral, Walace Oliveira, que está à frente da ação e vai palestrar logo mais sobre a força-tarefa desenvolvida pela Cagepa na recuperação de parte da rede de esgotamento sanitário dos bairros de Expedicionários e Bairro dos Estados, em João Pessoa.
“Executar uma recuperação sem precisar interromper o transporte público, a locomoção das pessoas e causando o mínimo impacto aos clientes é o tipo de investimento que nos orgulha. E é uma honra estarmos aqui, em Brasília, colocando em evidência esse nosso esforço pelas soluções inovadoras, na vanguarda do saneamento nacional, e também discutindo melhorias pelo método não destrutivo”, afirmou Marcus Vinicius.
O seminário “As Tecnologias Inovativas Sustentáveis no Combate às Perdas” é um evento promovido pela ABRATT (Associação Brasileira de Tecnologias Não Destrutivas) e pelo Ministério das Cidades.